|
Um marido arrependido
|
|
|
J. S. Araújo
|
|
|
Poesia
|
|
|
Teatro da Rua dos Condes
|
|
|
Li a intitulada poesia cómica Um marido arrependido que acho insonsa como sátira e ruim como poesia. As cinco últimas décimas estão cheias de versos errados, sendo especialmente inadmissíveis as duas finais, em que é tratado pelo seu nome um funcionário público que pleo facto de ser director de um hospital de alienados não deve servir a ninguém de armadilha cómica. O teatro, mais do que a imprensa, mais do que o foro, mais do que o parlamento, deve ser cordato e respeitoso. Aconselha-lho a própria conveniência e a responsabilidade legal de que goza, encobertada pela directa responsabilidade da censura. À vista destas razões, nego o meu voto de aprovação á poesia que se intitula Um marido arrependido. Lisboa, 18 de Março de 1862. L. A. Palmeirim.
|
|
|
18-03-1862
|
|
|
Luís Augusto palmeirim
|
|
|
Direcção do Teatro da Rua dos Condes
|
|
|
Comissão de Censura Dramática
|
|
|
Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 773, mç. 2900
|