|
A máscara social
|
|
|
Alfredo Hogan
|
|
|
Comédia-drama
|
|
|
Teatro do Ginásio
|
|
|
A comédia drama, original em três actos, com o título deA máscara social, tem por argumento fustigar alguns dos mais perniciosos vícios sociais do nosso tempo, disfarçados com uma das mil máscaras que a astúcia e a hipocrisia têm inventado.
O enredo está bem ideado bem desenvolvido, e o desenlace tem moralidade, verosimilhança e bom exemplo. A linguagem é corrente, e própria dos interlocutores a que se atribui, todavia, tem algumas impurezas que se devem corrigir. Quase todas vão apontadas a lápis, também me parece que se podem exprimir com mais propriedade e clareza algumas ideias, que igualmente apontei, sobretudo a da sentença que profere o conde no final da peça. Feito isto aprovo esta comédia, por parte da censura literária, ficando reservado para política e moral, verificar se a alusão ao cônsul feita a pág. 21, que marquei, se pode consentir sem ofensa do carácter daquele funcionário. Lisboa, 15 de Junho de 1861. A. da Silva Túlio. |
|
|
19-07-1861
|
|
|
António da Silva Túlio
|
|
|
Direcção do Teatro do Ginásio
|
|
|
Comissão de Censura Dramática
|
|
|
Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 773, mç. 2904
|