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1640 ou a Restauração de Portugal
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Francico Duarte de Almeida e Araújo; Francisco Joaquim da Costa Braga
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Peça
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Teatro da Rua dos Condes
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Julgo nos termos de se representar com bom êxito no Teatro da Rua dos Condes a peça em 4 actos e um prólogo intitulada 1640 ou a Restauração de Portugal porque, fazendo os autores que se passe a acção da fábula de uns amores mui contrariados, na época da gloriosa revolução de 1640, com verosimilhança, trataram a fábula com a história desse memorável feito.
Ainda mais porque a peça tem muitos episódios e lances dramáticos de interesse e de efeito cénico. A história da aclamação está bem estudada, os personagens em geral bem caracterizados, as cenas populares copiadas do vivo, a linguagem apropriada, o diálogo mui natural, as canções e coplas estão correctas e têm o cunho de nacionais. Muitas falas têm energia, patriotismo e boa doutrina. Estes méritos são superiores aos que a lei exige para se aprovarem as composições destinadas aos Teatros de segunda, por isso lhe dou o meu voto , fazendo-se, todavia, as levas alterações que vão apontadas. Posto que não seja da competência da censura literária, direi que os autores evitaram escolhos que lhe dificultariam a passagem pela censura política, a quem legalmente compete decidir este ponto. Quanto à parte dramática, é o meu parecer tal qual ficou exarado. Lisboa, 16 de Julho de 1861. A. da Silva Túlio. |
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26-07-1861
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António da Silva Túlio
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Direcção do Teatro da Rua dos Condes
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Comissão de Censura Dramática
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Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 773, mç. 2904
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