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O último bobo
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F. J. C. Braga
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Comédia
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Teatro do Ginásio
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Aprovo para ser representado no Teatro do Ginásio a comédia O último bobo , aconselhando ao tradutor que a reveja antes e durante os seus ensaios, expurgando-a de um grande número de relativos escusados para a clareza da frase e de um maior número ainda de «quão», «tal», «porém», «bem como», etc. bordões que tiram a naturalidade aos diálogos e tornam o estilo pretensioso e arrevesado. Escrever polidamente mas como de ordinário se fala em sociedade deve ser a única mira do escritor dramático. O teatro não exclui, antes pelo contrário pede tanta verdade nos sentimentos como na frase que os traduz. Pense o tradutor nestes conselhos e decerto melhorará esta comédia que peca por ser escrita numa linguagem convencional um pouco alheia ao assunto. Lisboa, 24 de Fevereiro de 1862. L. A. Palmeirim
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28-02-1862
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Luís Augusto Palmeirim
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Direcção do Teatro do Ginásio
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Comissão de Censura Dramática
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Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 773, mç. 2900
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