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Castigo ou o fim do mundo
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Francisco C. Braga
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Peça fantástica
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Teatro das Variedades Dramáticas
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Não tenho dúvida em aprovar, como aprovo, a peça fantástica que se intitula Castigo ou o fim do mundo, mas entendo que o autor não deve, porque lho veda o bom gosto literário, nem pode, porque é abuso à luz da religião e da filosofia, também, assinalar lugares na bem-aventurança a estes ou aqueles indivíduos mais ou menos merecedores dos aplausos da história. refiro-me nestas rápidas observações a uma das últimas falas de ester, que vão indicadas no original e para que peço a atenção do senhor Inspector Geral dos Teatros, julgando-me dispensado de mais longas considerações sobre o assunto, que, aliás, as estava pedindo se eu não acreditasse na docilidade e bom senso do autor da peça que tenho presente. Eliminada que seja a fala que suscita estes meus reparos, entendo que a peça Castigo ou o fim do mundo pode, sem inconveniente, ser representada no Teatro das variedades Dramáticas. Lisboa, 11 de maio de 1865. L. A. Palmeirim.
A fala a que me refiro é no epílogo do drama e começa «Frei António de Pádua! A virtude! Etc., Etc.,Etc.». Palmeirm. |
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19-07-1865
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Luís Augusto Palmeirim
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Direcção do Teatro das Variedades Dramáticas
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Comissão de Censura Dramática
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Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 774, mç. 2911
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O título da peça foi alterado para Castigo e arrependimento na data do despacho.
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