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O último ídolo
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J. A. de Oliveira
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Comédia-drama
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A peça intitulada O último ídolo pertence à fatalista escola dramática francesa que pressupões não haver matrimónio sem adultério. A fábula desta comédia drama não só é verosímil , mas uma cena doméstica infelizmente muito vulgar nos nossos dias. Mas que proveito se tira de pôr estas cenas no teatro, sem os contrastes e compensações que constituem a moralidade e lição dos grandes dramas? Todos o sabemos.
Além disto, o enredo desta peça é trivialíssimo, os lances vulgaríssimos o diálogo é insípido e fastidioso porque Milano é quase o único interlocutor e tão secante que leva toda a cena 3.ª. Por estes e outros fundamentos que patenteia a leitura da peça, não a julgo nos termos de a licenciar. Lisboa, 24 de Agosto de 1865. A. da Silva Túlio. |
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Denegada a licença
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28-08-1865
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António da Silva Túlio
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Direcção do Teatro das Variedades Dramáticas
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Comissão de Censura Dramática
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Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 774, mç. 2911
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