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A pera de Satanás
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Eduardo Garrido
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Mágica
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Teatro das Variedades Dramáticas
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Li a mágica em 3 actos e 27 quadros intitulada A pera de Satanás, que se aparta da maioria das composições deste género apresentadas nos teatros secundários, pela graça e finura do diálogo e pelo mérito literário que encerra. O autor d'A bengala e d' Os cumprimentos sustenta ali o bem merecido conceito de poeta cómico e satírico. abundam em diversas cenas os ditos picantes e chistosos. A veia satírica que o distingue não o desamparou nesta nova manifestação do seu talento. A acção é, o que não podia deixar de ser, uma enfiada de acontecimentos inesperados e surpreendentes, esmaltados de visualidades e transformações que hão de arrebatar a plateia. Na cena 2.ª do quadro 12.º vão indicadas três falas que julgo conveniente alterar ou cortar. feiro isto, dou-lhe o meu voto de aprovação e com louvor, para ser representada no teatro a que se destina. Lisboa, 15 de Dezembro de 1865. Ernesto Biester
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29-12-1865
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Ernesto Biester
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Direcção do Teatro das Variedades Dramáticas
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Comissão de Censura Dramática
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Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 774, mç. 2911
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