Teatro proibido e censurado em Portugal no século XIX

Muito padece quem ama
Rangel de Lima; Aristides Abranches (trad)
Comédia
Teatro do Príncipe Real
A comédia intitulada Muito padece quem ama está bem imitada, tem vivacidade de acção, o diálogo corre animado, festivo, e por vezes chistoso. É uma peça para alegrar a plateia e desempenha bem o título proverbial que se lhe deu. A linguagem é própria e bem sustentada em relação à classe dos interlocutores. Contudo, necessita que se façam as supressões que vão apontadas a f. 5, 8v., 14v., por no teatro, ainda o ais popular, não se dever permitir frases que suscitem ideias sórdidas, indecorosas, nem ainda grosseiras, e tudo isso suscitam os lugares que vão apontados. recomendo, pois, que se faça corrigir rigorosamente o que proponho, para que seja cumprida a lei e não tenha que se imputar a uma peça tão risonha. Lisboa, 16 de Setembro de 1865. A. da Silva Túlio
Licenciada feitas as supressões indicadas
20-09-1865
António da Silva Túlio
Direcção do Teatro do Príncipe Real
Comissão de Censura Dramática
Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 774, mç. 2911
Trata-se de uma das peças apresentadas na inauguração do teatro.