|
Funesta economia
|
|
|
Comédia
|
|
|
Teatro do Príncipe Real
|
|
|
1 - Posto que a comédia intitulada Funesta economia pertença à péssima escola francesa que só das infidelidades tira argumentos para as composições dramáticas, devia ser aprovada pelo bem ideado e travado enredo que tem, se não estivesse escrita numa linguagem bárbara, sem propriedade nem clareza, e tão difícil de se declamar como fastidiosa de ler. Como está, não se deve licenciar. Lisboa, 12 de Fevereiro de 1866. A. da Silva Túlio.
2 – Em cumprimento do despacho de V. Ex.º que me foi presente, vai novamente a comédia de que trata este parecer, e julgo que as correcções que lhe foram feitas, com a supressão do torpe gracejo que vai aspado na f. 7 satisfazem ao que se podeexigir nos teatros de segunda ordem, quanto á parte literária. V. Ex.ª, porém, ordenará o que for servido. Lisboa, 19 de Fevereiro de 1866. A. da Silva Túlio. |
|
|
15-02-1866
|
|
|
António da Silva Túlio
|
|
|
Direcção do Teatro do Príncipe Real
|
|
|
Comissão de Censura Dramática
|
|
|
Arquivo da Secretaria Geral do Ministério da Educação e Ciência – Conservatório Nacional, cx. 774, mç. 2911
|
|
|
O segundo parecer surge na sequência de um requerimento do autor da peça dirigido ao Secretário do Conservatório, sobre o qual recaiu o despacho «Hoje remetida novamente ao censor para dar o seu parecer. Carlos da Cunha e Meneses».:
«Ex.mo Senhor. Diz o autor da comédia intitulada Funesta economia que não a tendo a Censura Dramática aprovado para se representar no Teatro do Príncipe real, com o fundamento de se achar escrita incorrectamente, a oferece de novo emendada no estilo e linguagem, para que V. Ex.ª se digne ouvir novamente o parecer do digno censor e, aprovando-lhe as emendas, haja por bem licenciá-la. Pede a Vossa Excelência a mercê de lhe deferir. E R M.» |